sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Filosofando Lenine - PARTE I


"Eu sei de todo caminho que andei
Sou feito de barro batido e berro
Sempre topei com madeira de lei
A ciência já me fez cupim de ferro"


Com este trecho da música "Cupim de Ferro" de Lenine começo este texto. O contexto de tudo é sempre uma boa ideia nas narrativas, então estava eu no trânsito inerte de Florianópolis numa tarde de um dia qualquer. O sol tentava ultrapassar as nuvens de uma forma um tanto tímida e eu ali, perto do asfalto. 

Fiquei paralisado, meditando, enquanto os metros eram eternos durante o deslocamento. Pensei por muitos minutos no que Lenine quis dizer com "eu sei de todo caminho que andei". Numa provável confissão de uma longa e difícil jornada até aqui, Lenine conhece suas dificuldades, suas superações e todo o seu passado, enquanto anda pela vida pós-moderna, que cada vez mais faz dos grandes nomes da música seres invisíveis no mainstream.

Saber do caminho que percorreu é essencial para se projetar um futuro, mesmo que o futuro seja uma dose com alto teor do imprevisível.
São muitos clichês sobre esse papo de percorrer caminho. Por que tantos clichês se os caminhos não são iguais? Nada é padronizado, tudo é subjetivo.

Enquanto Lenine é sabedor de seu caminho, fico aqui a questionar a estrada. Melhor questionar, contestar, investigar todo o percurso. Mesmo que isso soe paranóia.

Antes de eu ficar paranóico por aqui, deixo as palavras e o verso seguinte para a Parte II

Te vejo em breve!


hErMeS

Nenhum comentário:

Postar um comentário