5 MINUTOS
Por: Hermes Gregorio
Enquanto eu escrevo estas palavras vou lembrando de leituras que fiz dias atrás. Numa delas li uma frase interessante e que nos remete a uma profunda reflexão, dependendo do quanto cada pessoa se aprofunda em reflexões (um tipo de mergulho sensacional).
A frase surgia no meio de um texto sobre Comunicação e Teorias do Jornalismo e possuia as seguintes palavras:
“...a cultura é a língua que une a humanidade” (Zinchenko, 1990)
Perplexo, mas nem tanto, fiquei a pensar. Não pensei muito porque o café estava prestes a fechar as portas (já passada das 6 da tarde).
Fiquei com aquilo na cabeça. Pensei sobre as culturas diferentes entre povos, países, cidades e até pessoas.
Tantas diferenças que podem unir e separar. Elas unem quando passamos a entender e respeitar as diferenças. Elas separam quando surge a intolerância e o desrespeito pela cultura alheia.
A humanidade precisa se unir mais e essa união será independente da cultura de cada um, pois o respeito deve ser intrínseco. O fato de sermos humanos nos torna iguais, a cultura é apenas um padrão de reconhecimento. A cultura pode ajudar a mantermos nossas raízes, a complementar nosso modo de interpretar o cotidiano e nos faz seres autônomos dentro de um contexto.
A cultura, dita aqui, é aquela abrangente, aquela que caracteriza um povo ou grupo de indivíduos. Difícil dar exemplos. Não, não é tão difícil assim.
Engraçado como algo que difere tanto as pessoas possa ser a "língua que une a humanidade". Uma espécie de Esperanto, aquela língua que não deu certo.
Somos humanos, iguais, mas com culturas diferentes. Estas diferenças são constatações e nunca serão efêmeras. As culturas dos povos serão eternas e devem ser o elo que unem toda a humanidade.
Depois de expessar estes breves pensamentos, olhei para o relógio e falei comigo mesmo: "Preciso voltar a ler o que estava lendo. Meus devaneios precisam parar por aqui..."
Estes pensamentos estão incompletos. Devo voltar a problematizar tudo isso num outro lapso do tempo....
