domingo, 29 de setembro de 2013

A CONCEPÇÃO DO BARULHO (Uma análise sobre "IN UTERO" do NIRVANA)


Ainda lembro quando, há exatos 20 anos, comprei o disco de vinil mais barulhento da banda que cuspiu o mainstream depois de mastigá-lo. Em setembro de 1993 o Nirvana lançava “In Utero”, um álbum intenso e com alto teor de barulho (premissa básica do gênero grunge).

A primeira audição foi inesquecível e surpreendente. Não era o Nirvana de Nevermind, era melhor. A música crua e sem muita produção de In Utero fez do Nirvana aquela banda que muitos gostariam de torcer o nariz, mas não o fazem por respeito ou simplesmente pela sonoridade única que o álbum carrega ao longo das doze faixas. “Serve the Servants” dá início à sessão de verborragia musical com a sinceridade de um Kurt Cobain desconcertante.

Enquanto “Scentless Apprentice” é pura rebeldia juvenil, temos em “Heart-Shaped Box” a melodia soturna de Cobain num refrão em que ele reclama por estar eternamente em débito por um inestimável conselho. Microfonias e ruídos são como tempero num álbum que considero totalmente fora do eixo. Solos improvisados que nunca se repetiriam numa apresentação ao vivo da banda estão lá em In Utero. A autenticidade e a atitude de um Nirvana visceral e despretensioso estão impressos no último álbum de estúdio dos garotos de Seattle. Mesmo com tanto barulho, há espaço para baladas como “Dumb”, mais acústica e com direito a violoncelo, e a ruidosa “Pennyroyal Tea”.

O álbum termina com “All Apologies”, uma das melhores faixas do álbum. E, como diz o título da faixa, todas as desculpas são aceitáveis pelos erros da banda que foi o divisor de águas do rock dos anos 90, que andava um pouco sem graça. In Utero pode ser considerado um clássico contemporâneo de uma geração inconformada com o status quo da música. A irreverência e a quebra de protocolos foram os ingredientes do Nirvana para uma carreira meteórica e cheia de atitudes politicamente incorretas. Os gritos de Kurt Cobain ecoam até hoje nos fones de ouvido de toda uma geração, sem soar datado pelo tempo e sem comparações. Eles eram originais e únicos no barulho que faziam. Era o grunge na sua essência, a concepção do barulho.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

FRASES (FRAGMENTOS DE PENSAMENTOS)

Ao som de Coldplay escrevo esta crônica sobre palavras que nos trazem sentido (ou significado). Estou me referindo a um pequeno conjunto de palavras que, normalmente, são proferidas por algum sábio filósofo, um renomado escritor ou até mesmo um cidadão qualquer e que traz consigo um ensinamento: A Frase. O dicionário diz que frase é “um grupo de palavras que concorre para exprimir uma ideia ou conjunto de ideias”, porém ela vai mais além deste conceito. A frase pode resumir em poucas palavras muitos sentimentos, pode traduzir o humor do seu autor ao leitor e transmitir mais do que simples ideias. Todo mundo tem uma queda por frases, aquelas palavras escritas de uma forma singular e que nos fazem pensar, pensar, pensar... Hoje podemos compartilhar as frases que curtimos pelas redes sociais e fazer com que muitas pessoas conheçam um pouco de autores que antes não estavam ao seu alcance (a tecnologia a serviço da sabedoria). Nós humanos somos movidos por palavras e queremos que elas nos deixem algo de bom e nos façam, cada vez mais, visualizar o que a vida tem de épico para nós. Como se a felicidade viesse numa frase de Carlos Drummond de Andrade que diz que “ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade” ao mesmo tempo em que Chico Xavier nos acalma dizendo que “não há problema que não possa ser solucionado pela paciência”. Elas estão por toda parte: em panfletos, nas folhas de uma agenda, no biscoito da sorte, no perfil de redes sociais de uma pessoa ou até mesmo naqueles bancos da Praia do Itaguaçu. As frases convivem conosco assim como seus autores vivos ou que já foram para outra dimensão. Os pensamentos célebres serão eternos e eles ficam eternizados no que chamamos de frases. Se você não tem o hábito de ler estes conjuntos de palavras que sempre nos dizem algo, tente praticar esta incrível função dos seus olhos. Veja, leia, pense e medite sobre o que foi lido. São os pequenos detalhes que nos levam à grandiosidade da vida (pensamento profundo escrito por mim, um cidadão qualquer). Um beatlemaníaco como eu não poderia deixar de trazer a este momento literário algumas frases de John Lennon, um revolucionário do seu tempo e dos dias de hoje (suas ideias permanecem perturbando o nosso modo medíocre de pensar). Tem uma que ele diz que “quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e, no entanto, a maioria da platéia ainda dorme”. A melhor de todas é a sua sublime tradução do que é a vida: “A vida é o que lhe acontece, enquanto você está ocupado fazendo outros planos”. Então vamos continuar fazendo outros planos enquanto a vida acontece. Se a vida acontecer e nos deixar frases, com certeza será uma experiência incrível. Agora o que me resta é o fim de uma breve crônica sobre a tentativa de entender as frases. Entender não é necessário, mas sim meditar sobre a mensagem transmitida. Que as frases nos tragam uma salvação poética neste mundo tão pragmático e nos façam perceber o quão simples é a vida. Enquanto penso em terminar o fluxo da consciência transmitido até agora para o papel, o Coldplay continua proferindo suas frases em forma de música. “Viva La Vida”.

domingo, 14 de julho de 2013

Midnight Oil entre o Sol e a Lua



             Entre tantos álbuns dos australianos do Midnight Oil escolhi este de 1993, intitulado EARTH AND SUN AND MOON para servir de trilha para uma viagem mental sentado no meu sofá. A Terra e o Sol e a Lua seriam meus companheiros enquanto as faixas do 9º álbum dos Oils tocavam no fone de ouvido. A primeira “Feeding Frenzy” começa com um baixo com ares de suspense convidando a ligar o carro na auto-estrada e seguir em direção a um horizonte sem nome. A voz inconfundível de Peter Garret te faz saber que é Midnight Oil com seu rock ativista, enquanto o Sol começa sua peregrinação rumo ao firmamento. Um dos hits do álbum chega na segunda posição do player com uma introdução apoteótica e um refrão pegajoso (“My country / right or wrong”). É em “My Country” que está o início da energia do álbum. A viagem segue com “Renaissance Man” com guitarras distorcidas em um rock bem trabalhado com direito a um solo no final. A faixa-título inicia como um hino de gratidão à natureza para iluminar a viagem. À minha frente vejo a estrada cheia de poeira e poesia (“A Terra o Sol e a lua/ tribo humana / Uma fina linha azul”). O teclado da faixa-título encerra e seu som emenda com a guitarra de “Truganini”, uma narrativa sobre a última aborígene pura da Tasmânia que lutou pela sua tribo até morrer em 1876. Em Truganini também está de volta a famosa gaita de boca da banda. A viagem segue com o Sol escaldante acompanhando, como um fogo acima da paralelas do asfalto fazendo da trilha sonora a crônica perfeita de uma viagem sem destino. Em “Drums Of Heaven”, como diz o nome, podemos ouvir os tambores do paraíso...as guitarras também são, dizem os espíritos aborígenes. Montanhas e um pouco de vegetação árida surgem no caminho e Garret canta o colapso do amor e um mundo desabando em “Outbreak Of Love”. Uma carga de amor e imponência faz desta música a melhor do álbum, em minha opinião, e o Sol que era o companheiro até aqui está planejando uma fuga pelo horizonte. Os violões épicos de “In The Valley” anunciam a Lua elevando seu brilho no vale. O som do Midnight Oil consegue ser transcendental e melódico, ao mesmo tempo em que conta uma verdade em suas letras. A sintonia entre o rock e a natureza, a combinação entre guitarras, Lua e Sol nunca foram tão bem feitas como no álbum EARTH AND SUN AND MOON. A viagem agora está sob o comando da Lua. É ela que me orienta a encerrar os pensamentos e a relaxar perto de uma fogueira enquanto o álbum termina na terra do agora ou nunca com a última faixa “Now Or NeverLand”. A impressão que fica deste álbum é que a Lua e o Sol conduziram um MIDNIGHT OIL inspirado e a Terra trouxe a natureza para fazer companhia. A viagem que era fruto de minha imaginação materializou-se em transcritos para a eternidade, graças à TERRA E A LUA E O SOL do MIDNIGHT OIL.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

DISCOTECA BÁSICA: Clássicos do Rock'N'Roll

              

A experiência de Hendrix   
                   Jimi Hendrix foi um dos músicos da famosa lista dos que morreram aos 27 anos.  Foi considerado um dos maiores guitarristas da sua era e precursor de um estilo que usa a microfonia como recurso sonoro, além de ser um dos primeiros a experimentar a estereofonia e phasing em gravações de rock. Foi a partir da arte de experimentar que Hendrix estreou em alto e bom som com o álbum “Are You Experienced?” e sua banda The Jimi Hendrix Experience. Um álbum visceral que faz ode ao barulho do rock’n’roll. De início temos a faixa “Foxy Lady” e um  Hendrix amoroso e perverso ao mesmo tempo. O ritmo frenético de “Manic Depression” com guitarras e bateria intensas do começo ao fim fazem de Hendrix um experiente guitarrista, daqueles que sabe dominar os riffs e acordes sem medo. A alma rock dá espaço ao blues sujo e obscuro de “Red House” que nos remete àqueles bares cheios de fumaça e cerveja barata.  Em cada faixa do álbum a psicodelia fala mais alto, entre ecos de guitarras e vocais berrando por liberdade numa década de grandes transformações. O que seria um prelúdio do grunge também é o dilema “amor ou confusão” na faixa “Love Or Confusion”, cuja sonoridade deixa explícita a escolha de Hendrix pela confusão. Jimi Hendrix foi o guitarrista mais ousado dos ousados, chegando ao ponto de atear fogo numa Fender Stratocaster em pleno palco.
                   A faixa “May This Be Love” é o que pode ser chamado de suavidade nas guitarras entre tantas músicas barulhentas do álbum. Já a faixa título “Are You Experienced?” traz à tona um Hendrix convidativo a novas experiências, com guitarras conduzindo os pensamentos a uma viagem psicodélica de 4 minutos. Não podemos deixar de fora a névoa púrpura de “Purple Haze” com um dos riffs mais famosos do rock’n’roll. As 17 faixas que compõem “Are You Experienced?” são a proclamação de que este álbum de Hendrix e sua experiência merecem estar entre os 100 maiores do rock’n’roll.  
                                                                                     Aquele abraço Rock'N'Roll

Hermes Gregório

segunda-feira, 10 de junho de 2013

DISCOTECA BÁSICA - Clássicos da música, noites de sábado e vinho tinto

----- O velho Dylan e sua folk-music -----

                Dia desses, revirando minha coleção de CD’s, me deparei com o álbum “Desire” do grande Bob Dylan. Resolvi apreciar cada faixa como um enólogo aprecia o vinho. A audição de “Desire” nos remete a um tempo/espaço que fica longe de toda essa modernidade, nos deixa suscetíveis ao que há de melhor para os ouvidos e alcança a perfeição de uma forma sublime e agradável. O poeta Robert Allen Zimmerman (nome verdadeiro de Bob Dylan) faz a autêntica folk-music e inicia o álbum com a vibrante música de longa-metragem chamada “Hurricane”, uma épica narrativa sobre Rubin Carter, um boxeador negro preso injustamente. A leveza de “Isis” com seu violino melancólico deixa sua sonoridade fixada na mente, enquanto “One More Cup Of Coffee” traz sua verve romântica com os vocais de apoio de Emmylou Harris. Gaita e violino juntos em “Oh, Sister” nos transportam a uma floresta, sentados ao redor de uma fogueira numa noite fria, esperando pelo amanhecer. “Desire” é um álbum bucólico e despretensioso, feito para se ouvir com o coração e acompanhado de uma taça de vinho. Dylan é o poeta de frases quilomêtricas quando faz de 11 minutos uma canção com a história de “Joey”, um anti-herói que lia Nietzsche e Wilhelm Reich na prisão. O álbum continua sua atmosfera de sonoridade rústica com “Romance In Durango” e “Black Diamond Bay” e encerra com uma dedicatória de Dylan a sua esposa em “Sara”. Bob Dylan, mais do que um poeta, é o grande cronista que faz da música uma coleção de narrativas inseridas em arranjos instrumentais de alta fidelidade. Apreciar Bob Dylan de 1976 é como apreciar um Cabernet Sauvignon da melhor safra.

                                              Bob Dylan: poesia e simplicidade para bons momentos

segunda-feira, 27 de maio de 2013

DISCOTECA BÁSICA - Literatura Musical

Desabafos em Alta Fidelidade
(Considerações sobre Abbey Road)
Por: Hermes Gregório.
No mesmo ano do milésimo gol do Pelé e do homem pisando na lua, tivemos um evento histórico para o rock’n’roll: o lançamento de Abbey Road, um dos álbuns mais impressionantes dos Beatles. Em setembro de 1969, a Inglaterra e o resto do mundo viriam a conhecer o álbum que expressa as frustrações dos garotos de Liverpool, ocasionadas pelo poder e pelo dinheiro.  Eis que destas frustrações nasceria, na minha opinião, a obra mais ousada e intensa já feita pelos Fab Four. A faixa “Come Together” e seu refrão bem ao estilo “campanha eleitoral” (a música veio à luz como uma música de campanha para o guru do LSD Timothy Leary) dá início aos 47 minutos do épico e melódico Abbey Road. Logo depois “Something” vem como uma balada repleta de momentos explosivos de dúvida. Declarações de amor aos prantos estão em “Oh! Darling”, assim como “I Want You (She’s So Heavy)”, com seu peso e imponência, faz Paul cantar 24 vezes a frase “I Want You” enquanto riffs de guitarra conduzem sua crise de possessão. É nesse álbum que está “Here Comes The Sun” com certa dose de otimismo e “Because” com sua psicodelia e a harmonia vocal da banda cantando frases como “porque o mundo está girando / fico animado”.
Sem desmerecer nada criado até então pelos Beatles neste álbum, o medley de 8 canções que surge sorrateiramente com “You Never Give Me Your Money” é o que faz de Abbey Road diferente e, digamos, surreal e empolgante até o último minuto. Sem conexão narrativa entre as músicas, mas interligado pela sonoridade, este medley aborda questões pessoais dos quatro integrantes da banda. O teor das letras é sobre exaustão, dificuldades financeiras e conflitos internos. Em 16 minutos eles conseguem desabafar tudo que estão sentindo a respeito da vida e da carreira de sucesso até chegarem à faixa “The End”, um encontro de guitarras sincronizadas com a bateria que proclamam o fim de tudo, terminando com os versos “E no final / O amor que você recebe/ É igual ao amor que você doa”. O último álbum gravado pelos Beatles é o primeiro a ser gravado em oito canais nos estúdios Abbey Road. Com faixas produzidas em alta fidelidade esta obra-prima é essencial para entender a história da maior banda de todos os tempos, além de ter uma inegável relevância para a escala evolutiva do rock’n’roll, servindo de influência para as futuras bandas. Para uma experiência sonora mais emocionante, sugiro a versão remasterizada que foi lançada com os outros 13 álbuns da banda em 09/09/2009.
John, Paul, Ringo e John fizeram de 1969 um ano histórico para o rock’n’roll e nós, historiadores e roqueiros, agradecemos.
O clássico Abbey Road, de 1969, com sua capa educativa

segunda-feira, 6 de maio de 2013

DISCOTECA BÁSICA - Palavras sobre música

O CAMALEÃO ENIGMÁTICO RESSURGE
Depois de quase uma década de silêncio, o camaleão do rock está de volta. David Bowie está lançando o enigmático álbum “The Next Day”, contrariando todos os rumores sobre sua aposentadoria. Durante os últimos dois anos ele ficou em segredo gravando em Nova York até lançar o primeiro single “Where Are We Now?” no dia do seu aniversário (8 de janeiro).
Para celebrar o retorno de um ícone da música, vale a pena fazer uma viagem de volta a 1972 e ouvir o álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”. O épico álbum que conta a história do alienígena Ziggy Stardust (um alterego do próprio David Bowie) que vem para salvar a Terra, mas acaba cedendo às extravagâncias do rock’n’roll.  São 11 faixas do que há de melhor em David Bowie (ou seria Ziggy Stardust?). A primeira faixa “Five Years” anuncia o fim do mundo em cinco anos, enquanto um piano conduz a melodia cósmica com a melhor voz de Bowie. Uma composição que expressa o desespero do fim de forma poética.
Bowie, na época do lançamento de Ziggy Stardust, incorporou o personagem durante sua turnê enquanto a sanidade se perdia em meio ao brilho e exuberância da fama.  “Starman” é a mensagem que Ziggy envia à juventude do planeta Terra, fazendo uma relação com os fãs que o seguiam na turnê. A canção soa como uma sinfonia interestalar que nos leva à catarse. A história de Ziggy Stardust passa por vários momentos representados pelas faixas do álbum. Bowie expressa uma personalidade confusa nas letras, buscando uma resposta para suas dúvidas como pessoa. Quando chegamos na faixa-título “Ziggy Stardust” podemos ouvir o riff que convida a uma viagem estelar enquanto o alienígena relata suas aventuras musicais entre os humanos. Como se não bastasse o álbum termina com o suicídio de Ziggy em “Rock & Roll Suicide”, que poderia muito bem nao ser o suícidio, mas uma viagem a outra dimensão até chegar o próximo dia. Sendo Bowie ou Ziggy Stardust, ele consegue deixar um legado musical admirável com composições perfeitas para um viagem entre os universos paralelos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

MÚSICA

DISCOTECA BÁSICA (álbuns essenciais aos nossos ouvidos)


/ Monstros Sublimes /

                 A Islândia é uma ilha repleta de gelo na Europa. O país da cantora Björk estava um tanto frio e monótono até surgir um novo fenômeno musical chamado Of Monsters And Men. Uma banda que mistura folk, rock e música medieval, surgida em 2010 e que fez sucesso repentinamente, tendo seu primeiro single “Little Talks” tocado à exaustão nas rádios da Europa.         
                  Com o primeiro álbum lançado em 2011 (My Head Is An Animal), a banda islandesa proporciona momentos agradáveis em melodias vocais com arranjos pomposos que alternam entre a alegria e a solidão.  A vocalista Nanna Bryndís Hilmarsdóttir consegue nos transportar a uma paisagem bucólica na faixa “Your Bones”, ao mesmo tempo em que nos empolga no hit “Little Talks”. Of Monsters And Men é o som das montanhas, a mistura do tão contemporâneo rock com o medieval nórdico.  Uma banda para se ouvir em momentos sublimes de nossas vidas.

Abraço do 3Megisto