quarta-feira, 21 de setembro de 2016

REBOOT MENTAL

                                                       (Pensamentos randômicos de Hermes)

      Já ouvimos falar em reboot. Na linguagem da informática reboot é a reinicialização do sistema operacional para resolver algum conflito ou erro. Pensei nesta palavra quando filosofava sobre os dias atuais. Enquanto eu fazia uma análise do mundo ao redor percebia que eu precisava repensar conceitos, idiossincrasias e tudo que vinha acontecendo. Eu precisava de um reboot, um reboot mental. Uma reinicialização da consciência para resolver os conflitos mentais. 
     Na verdade, reboot mental é o que todos nós, humanos do século XXI, mais precisamos agora. Vivemos o advento da superinformação, das tecnologias a nosso dispor vinte e quatro horas por dia e esquecemos de pensar a grande maioria de nossas atitudes e comportamentos. Tudo está no piloto automático. Nas redes sociais somos bombardeados por conteúdos improdutivos, preconceituosos, intolerantes e com veracidade duvidosa. Sim, você pode filtrar tudo isso, mas muitas vezes ainda é inevitável que você se depare com alguém compartilhando algum tipo de absurdo ou apologia ao ódio. O uso consciente das tecnologias está longe de sua plenitude e o que vemos são os vazios intelectuais na tela do celular. A prática de pensar, raciocinar, discernir sobre os fatos deixou de existir.  
     O nosso cotidiano é uma recorrente tentativa de se obter respeito e educação do próximo, muitas vezes em vão. O egoísmo toma conta de todos. Isso é visível no trânsito, no ambiente de trabalho, nas escolas e no mundo ao seu redor. O bom senso é joia rara e o que era sutil torna-se vulgar. A poesia dá lugar ao escracho.
    Diante deste caleidoscópio subversivo devemos rever nossos pensamentos, nossas atitudes e refletir sobre nossas vidas. Precisam de um reboot mental todos aqueles que ainda não pensaram sobre o que é fazer um mundo melhor. John Lennon dizia: “pense globalmente, atue localmente”. É partindo do singular que chegaremos num universal, ou se preferir, posso usar aquele velho clichê batido do “se cada um fizer a sua parte teremos uma sociedade melhor”.

     O autoquestionamento é uma forma de resolver conflitos. Pense antes de fazer um comentário, de julgar ou de fazer um post. Olhe ao seu redor, seja o protagonista dos seus pensamentos, desative o automático e não esqueça do reboot mental.

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